Simulador de Empréstimo Consignado
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Descubra em segundos quanto da sua renda pode virar parcela de consignado, quanto sai a prestação do valor que você quer e — o número que os correspondentes bancários evitam mostrar — qual é o teto de crédito que a sua margem realmente comporta. A calculadora aplica a margem consignável de 35% em vigor desde a MP nº 1.355/2026 e a Tabela Price com a taxa que você informar, já pré-preenchida com o teto legal do INSS.
Como funciona a margem consignável em 2026
Margem consignável é o pedaço da sua renda que pode ser comprometido com descontos autorizados direto na folha ou no benefício. É esse limite que define quanto de consignado você consegue contratar — e não a sua "vontade de pagar".
A Medida Provisória nº 1.355/2026, em vigor desde 19 de maio de 2026, reduziu o limite global de consignações facultativas de 45% para 40% da renda, tanto para aposentados e pensionistas do INSS quanto para servidores públicos federais. Dentro desses 40%, até 35% podem ir para empréstimos e financiamentos consignados e até 5% para cada modalidade de cartão (cartão de crédito consignado e cartão consignado de benefício). Na prática: se você já tem um cartão consignado ativo consumindo 5%, sobram 35% para o empréstimo; se não tem nenhum, o espaço para o empréstimo pode chegar aos 40%.
O corte não para em 2026. A trajetória prevista derruba o limite global em dois pontos percentuais por ano, chegando a 30% em 2031. Beneficiários do BPC/LOAS seguem em regime próprio, com margem total de 35% e sublimite menor para empréstimo. No consignado CLT (Crédito do Trabalhador), a margem também é de 35%, aplicada sobre a remuneração disponível.
Um detalhe que muda o resultado: os 35% incidem sobre a remuneração disponível, ou seja, o que sobra depois dos descontos obrigatórios — INSS, imposto de renda retido e pensão alimentícia judicial. Não é sobre o salário bruto. Por isso a calculadora pede a renda já líquida desses descontos.
Com renda de R$ 2.000, a margem para empréstimo é de R$ 700 por mês. A R$ 316,15 de parcela, o crédito de R$ 10.000 em 48 meses cabe com folga — e a margem inteira comportaria até R$ 22.141,56 no mesmo prazo e na mesma taxa.
Teto de juros do consignado por tipo de vínculo
O consignado é o crédito mais barato disponível para pessoa física no Brasil justamente porque tem garantia forte (o desconto é automático) e, em várias modalidades, teto de juros definido por norma.
No INSS, quem manda é o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). Em 25 de março de 2025 o conselho elevou o teto de 1,80% para 1,85% ao mês, por 12 votos a 1 — os bancos pediam 1,99%. Em agosto de 2026 esse teto segue valendo: o CNPS adiou a rediscussão e a Previdência sinalizou que só volta ao tema quando a Selic recuar para 10,5% ao ano. O cartão de crédito consignado e o cartão consignado de benefício ficaram em 2,46% ao mês na mesma decisão.
No consignado CLT, o Crédito do Trabalhador não tem teto geral: a taxa é negociada no mercado, via CTPS Digital. Desde 26 de junho de 2026, porém, quem oferece garantias — até 10% do saldo do FGTS, até 100% da multa rescisória e até 35% das verbas rescisórias — contrata com taxa limitada a 1,99% ao mês (Resolução CGCONSIG/MTE nº 3 e Portaria MTE nº 1.115). É quase metade da média cobrada sem garantia, que rodava perto de 3,79% ao mês.
Para o servidor público federal do Executivo, o Ministério da Gestão fixou por portaria o teto de 1,80% ao mês, reduzindo o limite anterior de 2,05%. Estados, municípios e Forças Armadas têm normas próprias — vale checar o portal do seu órgão. A Portaria MGI nº 984/2026 ainda passou a exigir confirmação individual de cada operação no aplicativo SouGov.br.
| Modalidade | Teto ou referência (a.m.) | Equivalente ao ano | Quem define |
|---|---|---|---|
| Consignado INSS | 1,85% | 24,6% | CNPS (decisão de 25/03/2025) |
| Cartão de crédito consignado INSS | 2,46% | 33,9% | CNPS (mantido em 25/03/2025) |
| Consignado CLT com garantia do FGTS | 1,99% | 26,7% | Res. CGCONSIG/MTE nº 3 (26/06/2026) |
| Consignado CLT sem garantia | ~3,79% (média) | ~56,3% | Mercado, sem teto legal |
| Consignado servidor federal | 1,80% | 23,9% | Portaria do MGI |
| Crédito pessoal NÃO consignado | 7,08% (média BCB, 06/2026) | 127,3% | Mercado, sem teto |
Quanto você pode pegar: a margem vira crédito
A pergunta mais buscada sobre consignado é "quanto posso pegar?". A resposta sai de uma conta só: pegue 35% da renda, isso é a parcela máxima; depois descubra qual valor presente gera essa parcela no prazo e na taxa contratados. É exatamente o que a linha "valor máximo que sua margem permite" faz.
A tabela abaixo usa o teto do INSS (1,85% ao mês) e mostra o limite de crédito por renda em dois prazos. Repare no efeito do prazo: esticar de 48 para 84 meses aumenta o teto de crédito em cerca de 34%, mas o custo total explode na mesma proporção.
Atenção ao truque comum de vendedor: oferecer o prazo mais longo possível para "caber mais dinheiro" na mesma margem. Em R$ 10.000 a 1,85% ao mês, 48 meses custam R$ 5.175,08 de juros; 84 meses custam R$ 9.781,66 — quase o dobro, pelo mesmo dinheiro na mão.
| Renda disponível | Margem (35%) | Crédito máximo em 48x | Crédito máximo em 84x |
|---|---|---|---|
| R$ 1.621,00 | R$ 567,35 | R$ 17.945,73 | R$ 24.091,71 |
| R$ 2.000,00 | R$ 700,00 | R$ 22.141,56 | R$ 29.724,50 |
| R$ 3.000,00 | R$ 1.050,00 | R$ 33.212,34 | R$ 44.586,75 |
| R$ 4.000,00 | R$ 1.400,00 | R$ 44.283,12 | R$ 59.449,00 |
| R$ 6.000,00 | R$ 2.100,00 | R$ 66.424,68 | R$ 89.173,50 |
Consignado, crédito pessoal e cartão consignado: a diferença em reais
Falar em "1,85% ao mês" e "7,08% ao mês" soa parecido. Em reais, não é. Pegue os mesmos R$ 10.000 em 48 meses e compare o que cada porta cobra — todos os números abaixo saem desta calculadora.
O crédito pessoal não consignado (média do Banco Central em junho de 2026: 7,08% ao mês, 127,3% ao ano) cobra R$ 25.307,95 de juros pelos mesmos R$ 10.000 que o consignado do INSS entrega por R$ 5.175,08. São R$ 20 mil de diferença — mais que o dobro do valor emprestado.
O cartão de crédito consignado, vendido como se fosse empréstimo, é a armadilha do meio: teto de 2,46% ao mês, saque limitado a um percentual do limite e um desconto mínimo mensal que quase nunca amortiza a dívida. Ele consome margem sem quitar nada. Se te ofereceram "cartão consignado" quando você pediu empréstimo, peça a simulação do empréstimo puro e compare.
Regra prática: se você tem direito ao consignado, contratar crédito pessoal comum ou entrar no rotativo do cartão é jogar dinheiro fora. Antes de pegar qualquer crédito caro, verifique se sobra margem consignável.
| Modalidade | Taxa a.m. | Parcela (10 mil / 48x) | Total pago | Juros |
|---|---|---|---|---|
| Consignado servidor federal | 1,80% | R$ 312,89 | R$ 15.018,87 | R$ 5.018,87 |
| Consignado INSS (teto) | 1,85% | R$ 316,15 | R$ 15.175,08 | R$ 5.175,08 |
| Consignado CLT com FGTS | 1,99% | R$ 325,36 | R$ 15.617,05 | R$ 5.617,05 |
| Cartão de crédito consignado | 2,46% | R$ 357,27 | R$ 17.149,13 | R$ 7.149,13 |
| Consignado CLT sem garantia | 3,79% | R$ 455,37 | R$ 21.857,53 | R$ 11.857,53 |
| Crédito pessoal não consignado | 7,08% | R$ 735,58 | R$ 35.307,95 | R$ 25.307,95 |
Golpes e descontos não autorizados: como se proteger
O consignado é o produto financeiro com maior volume de fraude contra idosos no Brasil, e o motivo é estrutural: o desconto sai automaticamente do benefício, antes de o dinheiro chegar na sua conta. Quem descobre, descobre tarde.
Os golpes mais comuns seguem sempre o mesmo roteiro. A ligação que promete "recadastramento obrigatório do INSS" e pede seus dados ou uma selfie. O "empréstimo já aprovado" que exige um depósito antecipado de taxa — nenhum banco cobra para liberar crédito. A contratação disfarçada de cartão consignado, em que você assina o que acha ser um empréstimo e recebe um cartão que desconta um valor mensal eterno. E o clássico envio de dinheiro não solicitado na conta, seguido do desconto na folha.
A defesa é simples e gratuita. Bloqueie a contratação de novos consignados no aplicativo Meu INSS ou no telefone 135 — é um botão, ativa na hora e você desbloqueia quando quiser. Desde 2026 a contratação no INSS exige biometria facial e confirmação no Meu INSS em até cinco dias, e ficou proibida a contratação por telefone ou por procuração. Servidores federais confirmam cada operação individualmente no SouGov.br.
Confira o extrato de empréstimos consignados no Meu INSS pelo menos uma vez por trimestre. Se aparecer contrato que você não reconhece, registre a contestação no próprio Meu INSS ou pelo 135, guarde o número do protocolo e leve o caso ao Procon. A jurisprudência é firme: contrato sem assinatura válida do beneficiário é nulo, com devolução dos valores e, em muitos casos, indenização por dano moral.
- Bloqueie novos consignados no Meu INSS ou pelo 135 quando não estiver buscando crédito.
- Nenhum banco cobra taxa antecipada para liberar empréstimo — se pediram, é golpe.
- Nunca informe senha do Meu INSS, código do SMS ou envie selfie a quem ligou para você.
- Empréstimo e cartão consignado são produtos diferentes: exija a simulação do empréstimo puro.
- Confira o extrato de consignações a cada três meses e conteste o que não reconhecer.
- O INSS não liga oferecendo empréstimo nem pedindo recadastramento por telefone.
Portabilidade, refinanciamento e quitação antecipada
Se você já tem consignado contratado a uma taxa acima do que o mercado pratica hoje, a portabilidade é o caminho mais barato para reduzir a parcela. Você pede o saldo devedor ao banco atual, leva a proposta a outra instituição e ela quita o contrato antigo, assumindo a dívida com taxa menor. O banco original não pode recusar a portabilidade, e a operação é gratuita para você.
Não confunda portabilidade com refinanciamento (o famoso "troco"). No refinanciamento, o banco quita o saldo, alonga o prazo e devolve uma diferença em dinheiro — a parcela pode até cair, mas você reinicia o contrato, paga juros por muito mais tempo e o custo total quase sempre aumenta. É a operação mais empurrada por correspondentes justamente porque gera nova comissão.
Quitar antecipadamente é um direito garantido pelo Código de Defesa do Consumidor, com redução proporcional dos juros que ainda não venceram. Peça sempre o cálculo do saldo devedor com o desconto aplicado e confira a conta: em contratos longos, adiantar parcelas finais economiza bem mais do que parece.
Antes de assinar qualquer coisa, exija a planilha de CET (Custo Efetivo Total). É ela que revela o IOF, a tarifa de cadastro e o seguro prestamista embutidos — itens que esta calculadora não estima e que fazem o custo real ficar acima da taxa nominal informada.
Perguntas frequentes
Qual é o teto de juros do consignado do INSS em 2026?
É de 1,85% ao mês, o equivalente a 24,6% ao ano. O teto foi fixado pelo Conselho Nacional de Previdência Social em 25 de março de 2025 e continua valendo em agosto de 2026. O cartão de crédito consignado e o cartão de benefício têm teto próprio, de 2,46% ao mês. Nenhum banco pode cobrar acima disso — mas todos podem cobrar menos, então vale pedir simulação em mais de uma instituição.
Quanto posso pegar de empréstimo consignado?
Depende de três coisas: sua margem (35% da renda disponível), o prazo e a taxa. Com renda de R$ 2.000 a margem é de R$ 700 por mês, o que comporta até R$ 22.141,56 em 48 parcelas ou R$ 29.724,50 em 84 parcelas, à taxa de 1,85% ao mês. A calculadora mostra esse limite na linha "valor máximo que sua margem permite".
A margem consignável não era 45%? O que mudou?
Mudou em 2026. A MP nº 1.355/2026, em vigor desde 19 de maio, reduziu o limite global de consignações facultativas de 45% para 40% da renda, mantendo até 35% para empréstimos e até 5% para cada tipo de cartão consignado. A trajetória prevista continua caindo dois pontos por ano até chegar a 30% em 2031.
Quem é CLT tem teto de juros no consignado?
Não há um teto geral. No Crédito do Trabalhador a taxa é negociada pelo mercado, mas desde 26 de junho de 2026 quem oferece garantias — até 10% do saldo do FGTS, até 100% da multa rescisória e até 35% das verbas rescisórias — contrata com taxa limitada a 1,99% ao mês. Sem garantia, a média rodava perto de 3,79% ao mês, o que em R$ 10.000 por 48 meses significa R$ 6.240 a mais de juros.
Vale a pena aumentar o prazo para pagar menos por mês?
Só se a parcela curta realmente não couber. Em R$ 10.000 a 1,85% ao mês, 48 meses custam R$ 5.175,08 de juros e 84 meses custam R$ 9.781,66. Você reduz a parcela de R$ 316,15 para R$ 235,50, mas paga R$ 4.606,58 a mais no total. Escolha o menor prazo que ainda deixa folga no orçamento.
Descontaram um consignado que eu não contratei. O que fazer?
Registre a contestação imediatamente no aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135 e guarde o número do protocolo — o INSS tem prazo para apurar e suspender o desconto. Em paralelo, bloqueie novos consignados no próprio Meu INSS, registre reclamação no Procon e, se necessário, acione a Justiça: contrato sem assinatura válida do beneficiário é nulo, com direito à devolução dos valores descontados.
Fontes
Estimativa matemática pela Tabela Price com a taxa informada. Não inclui IOF, tarifa de cadastro, seguro prestamista nem qualquer outro componente do Custo Efetivo Total (CET) — o valor real do contrato será maior. Tetos de juros e margens conforme normas vigentes em agosto de 2026; as taxas variam por banco, por convênio e por perfil, e podem mudar. Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de contratação de crédito.
Veja também
Disponível em inglês: Brazil Payroll Loan (Consignado) Calculator